Contra-Corrente

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O olhar único de José Manuel Fernandes para os principais acontecimentos do dia. Programa aberto à participação dos ouvintes que quiserem dar a sua opjnião. Basta inscreverem-se pelo 910024185. Todos os dias às 10h10 na Rádio Observador.

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Резюме на епизода

O episódio apresenta uma análise profunda sobre a atual conjuntura política e social em Portugal, focando-se na tensão entre o direito à manifestação e a ordem pública. A discussão aborda as dificuldades no Conselho Europeu sob a liderança de António Costa e detalha os recentes protestos pela habitação no Porto, avaliando a legalidade das intervenções policiais e a possível infiltração de movimentos radicais. O debate estende-se à crise habitacional, argumentando que o problema reside na falta de oferta e criticando políticas como o congelamento de rendas. Os interlocutores analisam também a organização de movimentos de rua, comparando estratégias de partidos como o PCP e o Bloco de Esquerda, e discutem o impacto do património imobiliário nas famílias portuguesas.

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Акценти

a reunião de ontem foi caótica, a ideia era discutir o orçamento europeu e praticamente nem se chegou lá

00:04:12 · O comentador descreve as dificuldades enfrentadas por António Costa durante a reunião do Conselho Europeu.

E nós, em cinco anos, com uma lei aprovada, o Estado não conseguiu, em cinco anos, e com PRRs e dinheiro de PRR por aí fora, comprar bodycams no mercado e colocá-las no equipamento dos agentes de autoridade.

00:23:39 · O locutor critica a incapacidade de execução do Estado português na implementação de tecnologia para registo de operações policiais.

o mercado de habitação tem um diagnóstico feito, acho que também os economistas que estejam intelectualmente honestos, esquerda ou direta, reconhecem que isto é um problema de oferta.

01:00:17 · O orador estabelece a premissa de que a crise habitacional decorre da baixa construção de novas casas.

A habitação não é um direito. A habitação é uma necessidade humana, fundamental, como é a alimentação, obviamente, mas não se transforma num direito de exigir que terceiros o satisfaçam.

01:39:08 · O debatedor faz uma distinção entre a necessidade biológica/social de habitação e a imposição jurídica de um direito exigível a outrem.

Procuram nas ruas aquilo que não conseguiram nas urnas.

01:49:51 · O orador define o objetivo dos movimentos de rua que utilizam a desobediência civil para compensar perdas eleitorais.

Епизоди

2216-

Habitação, tendas e confrontos com a polícia — Debate

O episódio apresenta uma análise profunda sobre a atual conjuntura política e social em Portugal, focando-se na tensão entre o direito à manifestação e a ordem pública. A discussão aborda as dificuldades no Conselho Europeu sob a liderança de António Costa e detalha os recentes protestos pela habitação no Porto, avaliando a legalidade das intervenções policiais e a possível infiltração de movimentos radicais. O debate estende-se à crise habitacional, argumentando que o problema reside na falta de oferta e criticando políticas como o congelamento de rendas. Os interlocutores analisam também a organização de movimentos de rua, comparando estratégias de partidos como o PCP e o Bloco de Esquerda, e discutem o impacto do património imobiliário nas famílias portuguesas.

16 окт. 2026
2215-

Acampadas, assembleias populares e o sonho de novos sovietes

O episódio analisa as recentes manifestações e ocupações de espaços públicos no Porto e em Lisboa, motivadas por questões de habitação e inspiradas por movimentos espanhóis. O debate foca-se na identidade dos organizadores, que o analista identifica como pequenos grupos de extrema esquerda, e nos riscos da substituição da democracia representativa pela lógica da ocupação das ruas. A discussão aborda também a violência policial, a eficácia destes movimentos de desmobilização e a necessidade de soluções estruturais para a crise habitacional em Portugal, alertando para o perigo de se valorizar apenas o espetáculo visual das manifestações em detrimento da análise profunda das suas motivações e métodos de organização.

16 окт. 2026
2214-

Do tanque ao SIRESP: Luís Neves aguenta? — Debate

O episódio analisa as graves controvérsias em torno do Ministro da Administração Interna, Luís Neves, abordando a instalação de uma comissão de inquérito e polémicas relacionadas com a sua gestão anterior na Polícia Judiciária. Discutem-se questões sobre transparência, irregularidades em obras e a falta de governança no CIRESP, onde se apontam suspeitas de favoritismo e falhas estruturais de fiscalização. A discussão estende-se ao impacto político das comissões parlamentares de inquérito como ferramentas de afirmação partidária, focando-se no papel do Chega. Os interlocutores abordam ainda a crise de autoridade no Ministério da Administração Interna e o aumento da criminalidade organizada em Portugal, questionando a eficácia das respostas políticas face à evolução dos fenómenos criminais.

15 окт. 2026
2213-

Depois do monte e do “tanque”, o SIRESP. Luís Neves aguenta?

O episódio aborda as crescentes pressões políticas sobre o ministro Luís Neves, num contexto marcado pela tomada de posse da comissão de inquérito e pela recente demissão do secretário-geral do Ministério da Administração Interna, Ricardo Carrilho. A discussão explora as controvérsias em torno do CIRESP, as acusações de pressões e a possível necessidade de uma remodelação governamental sugerida pelo próprio Partido Socialista. O debate analisa o papel administrativo do secretário-geral e os conflitos de interesse na fiscalização do CIRESP, além de refletir sobre o impacto da presidência de André Ventura na comissão de inquérito e as implicações políticas para a continuidade do ministro no cargo.

15 окт. 2026
2212-

O Rei foi a Ceuta. E agora, Sánchez? — Debate

Este episódio analisa as complexas tensões geopolíticas e sociais entre Espanha e Marrocos, focando na visita do Rei Filipe VI a Ceuta e Melilla. Discutem-se os impactos da política externa de Pedro Sánchez, a crise migratória nas fronteiras espanholas e o papel da monarquia como símbolo de estabilidade institucional perante as provocações marroquinas. A análise estende-se ao cenário eleitoral espanhol, explorando a dinâmica entre o PP e o Vox, as estratégias de governabilidade e os temas centrais como habitação, imigração e economia. O debate estabelece ainda paralelos com o contexto português, abordando os desafios demográficos e os dilemas económicos enfrentados pelos governos ibéricos.

14 окт. 2026